segunda-feira, 27 de junho de 2011

Igreja hoje: sob nova direção!


Não vai demorar muito para que alguém tenha coragem de colocar uma placa na porta do templo, em letras garrafais: "sob nova direção" - agora quem manda aqui somos nós! Essa é a mentalidade que descaradamente tomou conta da chamada "igreja de hoje".
Um pensador escreveu que "Igreja, com 'I' maiúsculo corresponde ao que Jesus e o Novo Testamento definem como 'Igreja'; ou seja, o encontro com Deus e uns com os outros em torno do nome de Jesus e em acordo de fé com o Evangelho - o que faz de todo encontro humano, em fé, um encontro-igreja, onde Jesus promete estar presente, mesmo que sejam apenas dois ou três re-unidos em seu nome! E só se re-unem em Seu Nome por se saberem a Ele unidos!" Isso é igreja, o resto é instituição asfixiante, neurotizante, paralizadora, castratadora e repetitiva.
Igreja, com "i" minúsculo é só a mistura abjeta de hierarquia (clero), sigla (a mordaça denominacional), geografia fixa (prédios/shoppings) e seus membros (sócios do fã-clube divino). Não é por acaso que a esmagadora maioria dos chamados "desviados" não estão fugindo de Deus, mas dos descaminhos inescrupulosos da religião. São des-via-dos, gente que saiu da via perigosa dos donos de Deus.
Infelizmente, o estelionato conceitual tem destruído o significado do que é a igreja. Hoje existe a "igreja circo", aquela do entretenimento e seus palhaços de púlpito. Existe a "igreja presídio", onde a liberdade é sempre perigosa. Não preciso nem aprofundar o conceito de "igreja Estado Soberano", aquela dos mini Vaticanos e seus pseudos Papas e apóstolos. Mas, a que mais cresce é, sem dúvida, a "igreja hospício", aquela das bizarrices, trejeitos e manias.
É triste ver pastores viciados em holofotes e bajulação, substituindo a adoração que era de Cristo e centralizando neles e em seus pomposos títulos. É doloroso estar em igrejas onde certas famílias mandam em tudo e em todos. Cometendo o crime de "formação de família", acham-se no direito de gerenciar esse banco da celestialidade que, a juros altíssimos, exploram os pobres. A grande divisão na igreja de hoje é uma só: os que têm e os que não têm!
Estou realmente decepcionado. Como o blog é meu púlpito virtual, minha "jurisdição" clandestina, resolvi soltar o verbo. Se você não gostou, simples, procure outro blog. Esse ainda é meu, e portanto, falo.
Até mais...
Alan Brizotti

sábado, 25 de junho de 2011

O que dizem os mestres sobre o cristianismo sem Cristo?


A mais séria crise vivida pela igreja dessa era é o cristianismo sem Cristo. Olhando pelo ângulo dos mestres da história, pude notar o quanto eles levavam a sério o cristianismo autêntico. Separei algumas joias desses mestres:
Samuel Rutherford disse: “Todos os dias podemos ver algumas coisas novas em Cristo. O rio de seu amor não tem margem nem fundo”. Jesus não é escravo da mesmice religiosa! W. Dyer disse: “Cristo despojou-se da coroa para coroar-nos, pôs de lado suas vestes para com elas cobrir nossos farrapos e desceu do céu para conservar-nos fora do inferno. Jejuou quarenta dias para poder banquetear-se conosco por toda a eternidade; desceu do céu à terra para poder enviar-nos da terra ao céu”. Um cristianismo sem Cristo não consegue enxergar o céu!

Vivemos numa época de distâncias. Apesar de o mundo ter se transformado numa aldeia global (alguns preferem dizer banalidade universal), as distâncias cresceram. A indiferença infectou o homem pós-moderno. A grande tragédia da atualidade (preciso continuar a dizer) é a insistência em se viver um cristianismo sem Cristo. Com isso, cria-se uma igreja sem vida, uma liturgia sem alma e uma promessa sem esperança. Se Cristo não estiver no centro de nossa vida, tudo perde a essência. A grande urgência da atualidade é o resgate da centralidade de Cristo em nossa devoção e vida!

Vejamos o que pensavam alguns mestres sobre o cristianismo que perde a presença de Cristo:

Sem Cristo o cristianismo é apenas religião

Um pensador antigo dizia: “A vida oferece apenas duas alternativas: crucificação com Cristo ou autodestruição sem ele”. O mundo está cheio de expressões religiosas. Está cansado de um Cristo morto. Se Cristo não estiver na essência, nossos cultos serão apenas mantras religiosos asfixiantes e carentes de graça. Sem Cristo, como dizia Karl Marx, “a religião é o ópio do povo”. Entorpecente que amortece os sentidos e aumenta o engano.
Sem Cristo a cruz perde o significado

John Owen disse: “Ele não sofreu como Deus, mas sofreu sendo Deus”. Sem Cristo, a cruz é apenas tortura! J. Blanchard disse: “Jesus não é um substituto para os sintomas - é a cura para a causa”. Essa é a mensagem da cruz: existe cura para o que machuca a alma! Thomas Brooks disse: “O sangue de Cristo é a chave do céu”. Ninguém entra no céu sem passar pela porta – e o sangue, é a chave! J H Vincent disse: “Ele mesmo foi abandonado para que nenhum de seus filhos jamais precisasse dar um grito de solidão”. Cristo preenche a cruz de significado! Octavius Winslow disse: “Quem entregou Jesus à morte? Não foi Judas, por dinheiro; não foi Pilatos, por medo; não foram os judeus, por inveja; mas foi o Pai, por amor!” O evangelho de Cristo – o evangelho da cruz – é o evangelho do amor!

Sem Cristo nos cercamos de deuses mortos

Alguém disse que “Assim como Cristo é a raiz pela qual o santo cresce, ele é a regra pela qual o santo anda”. Ser santo é parecer com Cristo, não com os mendigos da espiritualidade. Agostinho disse: “Não dá nenhum valor a Cristo quem não lhe dá valor acima de tudo”. Deuses mortos são aqueles que trocam as alparcas de Cristo pela liteira de Herodes. Deuses mortos são aqueles que trocam a vida abundante de Jesus pelas migalhas sedutoras dessa sociedade do sucesso. São os que tentam vender a fé e a Palavra, provocando um angustiante estelionato emocional.

Sem Cristo somos condenados ao vazio

W. Gadsby disse: “Aprouve ao Pai que toda plenitude habitasse em Cristo; portanto, não há outra coisa senão o vazio em qualquer outra parte”. Sem Cristo, nada tem razão de ser! J. C. Ryle disse: “Jesus Cristo não é apenas o Filho de Deus poderoso para Salvar, mas o Filho do homem capaz de sentir”. Ele é o Cristo que chora Lázaro morto e Marta sem vida! Thomas Brooks disse: “Perca Cristo e você terá perdido tudo”. O vazio religioso da atualidade é monstruoso porque a banalização da espiritualidade tem nos afastado do professor andante da Galileia.

Voltemos a Cristo! É tempo de regressarmos ao abraço que nos alcançou perdidos pela história.
Até mais...
Alan Brizotti

sábado, 18 de junho de 2011

Cuidado com a sedução da facilidade


É preciso ter cuidado com os atalhos. O caminho da espiritualidade é um caminho difícil. Toda a complexidade do existir e da experiência espiritual não pode ser simplificada, tatuada de superficialidade, arranjada com recursos técnicos, no caminho árduo da espiritualidade e maturidade não existem atalhos.

O cristianismo da atualidade vive de uma superficialidade dos que lidam com a Bíblia, o chamado analfabetismo bíblico, vive também de um aglomerado cada vez maior de pessoas prometendo soluções mágicas, num verdadeiro desastre da velocidade. O tempo hoje é a neurose da humanidade.Essa geração é fascinada pelos caminhos mais curtos. Poucos querem trilhar os caminhos árduos da obediência, dignidade, trabalho, honra, respeito, formação sólida de caráter. Não existe espiritualidade a controle remoto.

Na busca por facilidade, muitos correm ao encontro dos “especialistas” da fé. Homens que prometem "dez passos, sete dias, cinco ondas, guerras espirituais fantásticas e mirabolantes, retiros místicos". Pessoas que buscam satisfação imediata, deixam de ser cristãos e passam a ser consumidores impacientes e narcisistas. Gente que prefere o imediatismo fantasioso ao crescimento natural e maduro; relações superficiais ao invés de amizades verdadeiras. É o império do sintético.

Creio no poder de Deus, creio que podemos até fazer congressos, campanhas e retiros, só não podemos é criar atalhos para a vida e para a fé. Poucos querem enfrentar os desertos e vales da vida. Poucos querem ter paciência na tribulação ou suportar a dor e o sofrimento (II Co. 4.8-11). O escritor T. L. Cuyler, disse: “Algumas vezes Deus lava os olhos de seus filhos com lágrimas, para que eles possam ler corretamente sua providência e seus mandamentos”.

Muitos procuram por intimidade com Deus, porém, a falsa sensação de intimidade produzida pela facilidade, pode produzir também um falso sentimento de liberdade. Não existem atalhos para o amadurecimento. Uma das metáforas usadas por Jesus para falar de espiritualidade é a da semeadura e colheita (Lc. 8.4-15), que mostra perfeitamente a dura realidade da vida.

Carecemos de uma vivência que obedeça as Escrituras, que desenvolva a prática da oração sincera e honesta, que cresça numa íntima e verdadeira comunhão, o convívio amoroso com os irmãos, que restaure a relação pastoral madura e confiável. Somente assim, poderemos vencer os dramas da vida. Jesus nunca simplificou, Ele encarou a cruz e toda a sua crueldade, H. C. Trumbull, disse que “o Calvário mostra como os homens podem ir longe no pecado, e como Deus pode ir longe para salvá-los”.

É hora de resgatarmos a genuína espiritualidade.
Até mais...
Alan Brizotti

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Meu livro sobre a família já está à venda!


Deus está na sua casa? Esse é o tema do meu novo livro. Conto com a honra de ter o prefácio do Pr. Josué Gonçalves. Veja, a seguir, um trecho do prefácio:

"O leitor tem em mãos um livro que vem complementar e enriquecer a igreja entre tantos livros que abordam a questão do casamento, da família, dos filhos e dos relacionamentos sociais. O pastor e escritor Alan Brizotti conseguiu captar várias questões bíblicas e sociais em relação ao casamento e a vida a dois e visualizar certos comportamentos com uma ótica rara, mas própria de um escritor com visão social e profética".
O livro aborda questões do casamento, sexo, espiritualidade e cultura. Baseado amplamente na Palavra, contribuirá para o fortalecimento dos laços familiares.
O livro já está à venda em todas as Livrarias Primícias do Estado de Goiás e através do site da Primícias: www.livrariaprimicias.com.br
Até mais...
Alan Brizotti

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Uma reflexão sobre a essência do Ministério


Ministério é serviço. A palavra “ministro” vem do termo latino “minister”, que por sua vez, deriva de “minus”, ou seja, “menos”. O “minister” era o servo, o homem do serviço. Na antiguidade, havia o “minister cubiculi”, que era o servo encarregado de arrumar os quartos da casa; havia também o “minister vini”, que era o servo encarregado de manter as taças cheias de vinho nos banquetes. O ministro é chamado para servir.

Em João 13, Jesus dá o grande exemplo: deixa a mesa principal e parte para o serviço. Esse ato nos dá a dimensão maior do ministério: somos chamados para servir. O apóstolo Paulo mostra no texto de I Tm.6.11, uma lista de qualidades que o ministro deve ter: justiça, piedade, fé, amor, paciência, mansidão. Todas são qualificações para a prestação de um serviço digno.
Ministério não é vitrine para um desfile de uma personalidade doentia, marcada pela vaidade; não é para os viciados em bajulação. Ministério é para trabalhadores da seara, servos. Um pastor muito sábio dizia: “O símbolo do ministério é o avental sujo”.

Vejamos algumas dimensões do ministério verdadeiro:

1. Caráter: o fundamento do ministério (Fp.2.14-16)
2. Serviço: a natureza do ministério (II Tm.2.3, 4)
3. Amor: o motivo do ministério (Rm.12.9-11)
4. Sacrifício: a medida do ministério (Sl.40.5-9)
5. Submissão: a autoridade do ministério (Fp.2.5-8)
6. Glória de Deus: o propósito do ministério (I Co.10.30-32)
7. Palavra e oração: as ferramentas do ministério (Hb.4.11-13)
8. Crescimento da obra: O privilégio do ministério (Mt.13.31, 32)
9. Espírito Santo: o poder do ministério (Ef.5.18-20)
10. Cristo: o modelo do ministério (Hb.7.22-27)

Aristóteles, filósofo grego, costumava dizer: “Onde as necessidades do mundo e suas habilidades se cruzam, aí está sua vocação”. Vocação é aquilo que somos, não apenas o que fazemos. Aquele que não sabe ao certo quem é, não sabe ao certo o que deve fazer nem como fazer.

Vocação e chamado são duas faces da mesma moeda. Que moeda é essa? Propósito! O propósito de Deus para nós é o que nos chama, nos vocaciona para que nossas vidas sejam plenas de significado. Para que aquilo que somos seja a verdade maior, e assim, não nos tornemos uma contradição. Assim, não somos destruídos pelo vazio da atualidade e nem fazemos uma série de coisas para abafar o grito de socorro da alma.

Deus chama homens e mulheres marcados pela graça. Vocacionados pelo amor, chamados para a “boa obra”, o “bom combate”, que tenham desprendimento das “coisas desta vida”, e que saibam viver para a glória de Deus. Deus chama homens e mulheres que possam ser seguidos, que tenham as marcas da cruz. Uma frase muito sábia diz: “Liderar não é dar ordens, é ser seguido”.
Ministério é coisa séria.
Até mais...
Alan Brizotti

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