terça-feira, 8 de março de 2011

ATENÇÃO! Meu novo livro está quase pronto!!!



Desafios da liderança no século 21, esse é o tema do meu novo livro. Um livro que aborda de modo bíblico, atual e sincero os grandes desafios que a liderança precisa enfrentar nesse século das turbulências: o desafio da integridade à luz de Daniel; o desafio da obediência em Jonas; o desafio do coração em Davi e o desafio do legado em Moisés. Há também um capítulo que aborda as dez crises que assolam a liderança no século 21, crises como: familiar, caráter, sexual, espiritual, motivacional...

Tenho a honra de contar com o prefácio do Rev. Hernandes Dias Lopes, que contribuiu de forma fantástica com o texto. Abaixo segue uma parte do magistral prefácio:

"Prefaciar um livro é abrir a porta e convidar os leitores a entrar na mente e no coração do escritor e conhecer o que pulsa em seu interior. É dizer para os leitores que a leitura da obra em apreço é uma aventura que vale a pena ser iniciada. É recomendar a obra e a vida do autor àqueles que ainda não o conhecem. Pelas razões supracitadas, sinto-me assaz honrado com a distinção do brilhante escritor Alan Brizotti.
Li o seu livro com a convicção de que seu autor é um homem erudito e ao mesmo tempo piedoso. Íntegro na interpretação das Escrituras e ao mesmo tempo relevante. Profundamente arraigado nas tradições mais ricas dos antepassados, mas solidamente atualizado. Li esta obra de uma só sentada. Li-o com entusiasmo e alegria. Ao mesmo tempo, senti noutras horas o peito sendo acicatado pelo aguilhão da verdade. O autor não escreveu este livro para agradar os leitores, mas para levá-los à reflexão. Não o escreveu para arrancar aplausos dos homens, mas para levá-los ao arrependimento; não o escreveu para bajular os líderes com encômios delirantes, mas para chamá-los de volta à integridade".

Meu amigo, Dr. Jorge Henrique Barro, diretor da FTSA - Faculdade Teológica Sula Americana, de Londrina-PR, também deu seu aval: "Desafios da liderança no século 21, de Alan Brizotti, é um livro contemporâneo, com ideias frescas, que certamente será uma contribuição enorme para todos os homens e mulheres que querem ser contextualmente relevantes no mundo de hoje. O tema da liderança não é novo, mas o olhar lançado por Alan Brizotti sim, e pode marcar um caminho de retorno aos pressupostos da Palavra".

O livro será lançado pela Editora Primícias, que tem sido um canal de bênçãos em minha vida e ministério, a quem, desde já, sou muito grato, na pessoa de seu diretor - e meu amigo - Pr. José Marques.

A Primícias, através de sua loja virtual: Livraria Primicias está fazendo uma lista de espera. O livro será lançado muito em breve (está no prelo). Aos interessados, por favor, no campo "comentários", deixe seu nome, e-mail e endereço, pois quando o livro estiver pronto, entraremos em contato para enviar-lhe seu exemplar.

Aproveite!!!

Abraço

Alan Brizotti

sábado, 5 de março de 2011

Mulher, uma homenagem


Dizem que quando Deus criou Adão, fez um esboço de humano, mas ao fazer Eva, a arte final.

A mulher, apesar do que o senso comum insiste em dizer, ainda sofre. Contudo, existindo entre a estabilidade e o caos, ignorada ou reduzida a clichês maldosos, ela insiste em vencer, em afirmar sua veia triunfante. Em muitos lugares, a mulher, ainda, consegue qualificação social apenas pela via da maternidade, enfrenta desde o preconceito da sociedade aos desmandos de seus maridos.

Ninguém sofre uma opressão tão prolongada ao longo da história como a mulher. Segundo Robinson Cavalcanti, no Brasil da escravidão, a mulher só tinha permissão para falar alto para usar duas expressões: “Ai, meu Deus!” e “cala a boca, menino”.

Mutiladas em países da África; censuradas em países islâmicos; subjugadas como escravas e prostitutas em regiões da Ásia; deploradas como filha única por famílias chinesas; elas carregam o maior peso da pobreza que atinge, hoje, 4 dos 6 bilhões de habitantes da terra. Metade da humanidade é mulher; A outra metade, filhos de mulheres. Elas escrevem a história com ternura, lágrimas e alma.

Vamos refletir sobre alguns aspectos do feminino face ao processo histórico:

A presença feminina no social – a beleza que desafia o caos

Elas começaram sua marcha na história lutando por direitos políticos básicos, como o direito de votar. Participaram ativamente da resistência à ditadura militar no Brasil, e contra outros regimes totalitários na América Latina e no resto do mundo. A história é o reflexo de mulheres que gastaram suas vidas para melhorar outras: de Joana D’arc a Teresa de Ávila; da Princesa Isabel a Chiquinha Gonzaga; de Madre Teresa a Cecília Meireles – mulheres que deixaram suas marcas.

O apóstolo Paulo citou várias delas em suas cartas – mulheres que emergiram das sombras do anonimato e se afirmaram como provedoras de beleza no caos! Beleza não como objeto do erotismo desvairado de hoje, mas como a força que envergonha a aparente fragilidade.

Os desafios para a mulher no século XXI – tempo de conquistas e reflexão

Na era da decepção e da decadência moral, a mulher tem uma guerra violenta contra o conceito de mulher/objeto. Atacadas em sua dignidade, elas são despidas em outdoors e capas de revistas; reduzidas a iscas de consumo na propaganda televisiva, onde nos programas humorísticos é relegada ao papel de notória imbecil; condenadas à anorexia e à beleza compulsória pela ditadura da moda que alarga cada vez mais a distância entre ética e estética. Sem falar no Carnaval, onde a mulher é só um ítem do consumismo masculino erotizado.
As belas e burras têm mais “valor de mercado” dos que as ditas “feias e inteligentes”. É a subcultura dos dinossauros: “corpo grande, cabeça pequena”. Ela precisa encarar com garra o desafio da afirmação: Não apenas uma espécie de constante lembrete de sua existência, mas a certeza de que é digna de ser vista, amada e ouvida. Também enfrenta o desafio do afeto: Na luta, não perder a feminilidade. Não perder seu encanto, não se embrutecer.
Mulheres de Deus escrevendo a história – compromisso com novos tempos

Deus está à procura de mulheres que o revelem em cada abraço, em cada afeto. Mulheres que transformem sua coragem em ato e seus atos em marcas. Mulheres que assumam seu lugar e seus momentos – sem medo de ousar e de quebrar limites. Mulheres que amem como Raquel, vivam os espetáculos da graça como Ana, e aprendam o servir com Maria, a serva por excelência!

É tempo de fazer história para a glória de Deus e para quebrar os paradigmas da ignorância que ainda resistem em nossos quintais evangélicos.

Como escreveu Frei Betto: "O vermelho é a cor do batom, mas também das bandeiras libertárias e do sangue derramado injustamente pela opressão".


Coragem, teu nome é mulher!


Até mais...


Alan Brizotti, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, 8 de março

quinta-feira, 3 de março de 2011

Não creio no deus da religião


Rubem Alves diz que "Deus criou o Universo inteiro só para nele plantar um jardim". Deus sempre gostou de jardim. Sempre gostou de frutas. Observe demoradamente uma maçã, uma banana, um cacho de uvas, o vermelho delicado de um caqui, ou mesmo a complexidade majestosa de um abacaxi. Deus criou a arte das frutas. Você já parou para observar uma cebola? Plablo Neruda chegou a escrever um poema sobre ela: "rosa de água com escamas de cristal..."

Gosto de imaginar Deus sem as roupagens da religião. Deus apenas Deus. Sem cetros e coroas. Sem os relatórios tristes das divindades carrancudas. Deus menino. Como Alberto Caeiro, no "Guardador de rebanhos": "Num meio-dia de fim de primavera/Tive um sonho como uma fotografia/Vi Jesus Cristo descer à terra/Veio pela encosta de um monte/Tornado outra vez menino/A correr e a rolar-se pela erva/E a arrancar flores para as deitar fora/E a rir de modo a ouvir-se de longe".

Gosto de pensar no Deus que se alegra em minha alegria, não apenas no que dói em mim. Um Deus que ama ver minha paz. Não quero oferecer-lhe apenas sacrifícios, mas também meu sacro-ofício. Não somente lágrimas, como se em seu ambiente só existisse o cinza da tempestade, mas sim a minha gargalhada, para que em sua celestialidade feliz, eu também contribua um pouco.

Cada vez mais acredito menos no deus mesquinho das religiões. Esse "deus" que ama o sangue inocente das guerras. Que ama o martírio dos pobres nas filas injustas do país do jeitinho, um país onde poucos possuem milhões, mas milhares vivem de migalhas. Esse não é o Deus que conheço. O Deus do qual escrevo nessas linhas é aquele que passou seis dias criando e, resolveu parar, admirar e descansar - criança/artista que depois de brincar, deita e dorme o sono dos livres.

A religião tem um deus tão monstruoso que essas imagens que uso: criança, poeta, artista, acabam por suscitar a ira dos talibãs. Seu deus nada tem de alegre. É um monstro, feio, desagradável, tirano, vingativo, mediocre, lento para o bem. Esse não pode ser o Deus que as Escrituras fotografaram: o Deus andarilho que desceu só para que eu pudesse subir - e não apenas para essa coisa/outra chamada céu, mas para tudo que envolve a liberdade. Subo sempre que desço como ele fez.

Quero amar o Deus que é. Ele é livre dos complexos de ditador. Ele não tem poder sem amor - isso é possessão - tem poder e amor, muito mais amor que o poder que usa. Por isso tem também meu coração.


A Ele...


Até mais...


Alan Brizotti

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