
Sempre gostei muito do Ricardo Gondim. Quando ainda estudava no seminário, Gondim era uma inspiração (e ainda é, que fique bem claro!). Suas mensagens, paixão pela leitura e o extraordinário tom poético me encantaram. Lirismo aplicado à teologia para tirar o pó das páginas.
O tempo passou, como passa para todos. Gondim cresceu ainda mais! Lendo muito, estudando de igual modo, seus horizontes teológicos se abriram de forma agigantada, o que inevitavelmente, gerou a inveja dos reféns de "teologias" de fast-food, McDonaldização da mente. Quem é fã das teologias de receita de bolo não consegue mesmo captar a profundidade de teólogos engajados com outras nuances.
O mundinho medíocre dos "teólogos" inquisidores de plantão resolveu virar a mira de sua artilharia pra cima do Gondim. Quero propor cinco razões pelas quais os "donos de deus" tentam destruir quem pensa diferente:
1. Ignorância teológica:
A esmagadora maioria dos que "descem o pau" no Gondim NUNCA leu nada de profundo. Não conhece uma vírgula de Jurguem Moltmann, Juan Luis Segundo,Gustavo Gutierrez, René Padilla, Orlando Costas, Leonardo Boff, Jung Mo Sung, Andrés Torres-Queiruga, Jean Delumeau. É gente que não sabe apreciar o belo, pois fica sem defesas. Não leem Mia Couto, Dostoiévski, Fernando Pessoa. O que acho ridículo é gente que não lê querendo discutir com quem passa a vida dedicado aos livros.
O tempo passou, como passa para todos. Gondim cresceu ainda mais! Lendo muito, estudando de igual modo, seus horizontes teológicos se abriram de forma agigantada, o que inevitavelmente, gerou a inveja dos reféns de "teologias" de fast-food, McDonaldização da mente. Quem é fã das teologias de receita de bolo não consegue mesmo captar a profundidade de teólogos engajados com outras nuances.
O mundinho medíocre dos "teólogos" inquisidores de plantão resolveu virar a mira de sua artilharia pra cima do Gondim. Quero propor cinco razões pelas quais os "donos de deus" tentam destruir quem pensa diferente:
1. Ignorância teológica:
A esmagadora maioria dos que "descem o pau" no Gondim NUNCA leu nada de profundo. Não conhece uma vírgula de Jurguem Moltmann, Juan Luis Segundo,Gustavo Gutierrez, René Padilla, Orlando Costas, Leonardo Boff, Jung Mo Sung, Andrés Torres-Queiruga, Jean Delumeau. É gente que não sabe apreciar o belo, pois fica sem defesas. Não leem Mia Couto, Dostoiévski, Fernando Pessoa. O que acho ridículo é gente que não lê querendo discutir com quem passa a vida dedicado aos livros.
2. Neofobia:
É a doença que atinge os fundamentalistas. Medo do novo. Não que o que Gondim esteja dizendo é novo, mas o que existe na alma de muita gente é que é velho demais. Na igreja brasileira existe uma "síndrome de Egito", habitantes do ontem que não conseguem vislumbrar estradas do amanhã, não sabem conceber o novo, são prisioneiros da mesmice, algemados ao reino cansado da previsibilidade blindada.
3. A tentação do culpado:
O povo adora eleger o culpado da vez. No caso do Gondim, o "herege da vez". Intrigante é que, esse "título" de herege da vez é quase um elogio, pois pensar diferente dessa massa que marcha com os vendilhões do templo é sempre encorajador. É libertador não ser mera repetição dos gritos triunfalistas de uma religião de mágicos. Como disse Malcolm Muggeridge: "Somente peixes mortos nadam com a corrente".
4. A ilusão da fé segura:
Essa é a mentalidade da zona de conforto, que implica na fuga dos conflitos. É a lógica de que "em time que está ganhando não se mexe". São perguntas do tipo: "pra quê mexer nessas questões?" "Isso é mistério!" Fugas de quem não pensa em termos de encarnação. Encarnar a Palavra é trazê-la para as fúrias da vida, não para os encabrestamentos de púlpito. Pensar liberta para uma fé do engajamento no reino, uma fé que NÃO vive se escondendo nos chamdos "ambientes seguros", o falso triângulo da alegria: igreja, casa, trabalho.
5. Ódio teológico:
É triste, mas o que move muita gente na igreja de hoje é o ódio teológico. estopim das perseguições, munição das artilharias, faísca dos incêndios, combustível da discórdia, esse ódio contra quem pensa diferente é revelador de uma dolorosa verdade: nosso discurso de amor ao irmão é circunstancial, condicional e tendencioso. Basta pensar fora da caixa e o ódio se revela. A igreja, ao longo da história, enfrentou muitos inimigos, mas o farisaísmo, ela ainda não venceu.
Não tenho procuração para defender o Gondim. Mas como irmão dele em Cristo, sinto-me na obrigação de usar esse espaço (que é meu!) para lembrá-lo de que o amo, o respeito e sou imensamente grato pela inspiração que ele foi e é para mim.
Obrigado, Gondim.
Até mais...
Alan Brizotti
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